sábado, 27 de fevereiro de 2010
Reunião com BNDS
domingo, 29 de novembro de 2009
projeto goiânia coleta seletiva
sábado, 28 de novembro de 2009
PREFEITURA DE GOIÂNIA PROIBE CATADORES DE TRABALHAR

Segue abaixo a matéria do Jornal O POPULAR sobre a retiradada que a prefeitura está fazendo dos catadores. Absurdo. Isto é um abuso!
Catador de papel é retirado da rua
Projeto da prefeitura prevê inclusão de catadores em cooperativas. Ação é alvo de críticas
Maria José Silva
Equipes da Prefeitura de Goiânia começaram a retirar das ruas e avenidas da capital os carrinhos dos catadores de papel. A apreensão teve início pelas vias principais da cidade usadas como eixos do transporte coletivo, como as Avenidas Anhanguera, Tocantins, Araguaia, 85 e T-63.
Aos poucos, afirma o coordenador da Coleta Seletiva da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Jorge Moreira da Silva, a ação será estendida para as demais ruas, até a retirada de todos os carrinhos da capital. A Prefeitura, segundo diz, pretende dar fim à atividade, exercida em Goiânia por aproximadamente 2,5 mil pessoas.
Jorge Moreira da Silva informa que até ontem cinco carrinhos abarrotados de material reciclável, empurrados pelos próprios catadores, haviam sido apreendidos. A ação, segundo o coordenador, integra um projeto social a ser efetivado a longo prazo. Ele garante que o objetivo é a melhoria das condições de trabalho, renda, saúde e educação das pessoas que passam a maior parte do dia carregando centenas de quilos de produtos dispensados pela população.
Críticas
Mas, tão logo começou, a ação já é alvo de críticas dos próprios trabalhadores, de representantes da categoria e de estudiosos. O catador de papel Carlos Roberto de Souza, de 44 anos, que viveu na pele o drama de ter o carrinho no qual trabalhava havia 15 anos apreendido pelos fiscais, considera a operação abusiva e antidemocrática.
“Me senti como um cachorro acuado, cercado por pessoas que estavam em uma carrocinha”, compara. A ação da qual foi protagonista, conforme diz, aconteceu na manhã de quinta-feira, no momento em que conduzia o carrinho na Avenida Anhanguera, na esquina da Avenida Paranaíba, no Centro.
A equipe de servidores da Prefeitura, relata o catador de papel, o monitorou por alguns minutos, até a Rua 15, no Setor Oeste. Neste ponto da cidade ele foi abordado e teve o veículo retido. “Perguntaram se o carrinho tinha licença, me deram uma notificação da Agência Municipal de Trânsito e, em seguida, tiraram de mim o instrumento que uso para sustentar minha família”, protestou, alegando que considera o fato absurdo.
Eletricista, Carlos Roberto diz que trabalha como catador de papel porque gosta e que consegue ganhar por mês cerca de 700 reais. Ele enfatiza que pretende continuar na atividade que, por isso, vai tentar reaver o carrinho.
Inclusão
O presidente da Comurg, Wagner Siqueira, destaca que a retirada dos catadores de papel é apenas parte de um programa que, em tese, objetiva proporcionar condições de vida mais digna a esses trabalhadores. Na prática, conforme diz, esses trabalhadores serão incentivados a formar cooperativas nas quais terão a oportunidade de atuarem como separadores e não como catadores de material reciclável.
“Eles vão trabalhar em galpões e não nas ruas expostos à chuva e ao sol e em meio ao trânsito caótico”, sublinhou.
As cooperativas, conforme informou Wagner Siqueira, vão receber o incentivo de R$ 3 mil para a manutenção da sede e material reciclável coletado pelas equipes do sistema de Coleta Seletiva. Elas terão a oportunidade de separar e vender os produtos diretamente às empresas, o que garante maior lucro.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
projeto goiania coleta seletiva
quinta-feira, 30 de julho de 2009
COLETA SELETIVA: QUEM É O PROTAGONISTA
Esta matéria foi por Antonio de Almeida; presidente do Conselho de Responsabilidade Social da Fieg, presidente do Sindicato da Indústria Gráfica do Estado de Goiás (Sigego) e Abigraf/Regional Goiás e diretor-presidente da Editora Kelps; e publicada no dia 08 de abril de 2009 no Diário da Manhã. Infelizmente, as informações que o sr. Antonio de Almeida apresentam continuam atualizadíssimas. Destaque para o compromisso que o Sr. Walter Pereira da Silva, secretário da SEMAS assumiu com os catadores e não cumpriu até hoje.
Coleta seletiva: quem é o protagonista?
Antônio de Almeida
A busca da sustentabilidade é hoje o maior desafio da humanidade. Esta busca constitui elemento estruturante nos compromissos assumidos em 2000 por todos os 191 Estados-Membros das Nações Unidas e que se constituem nos “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, a serem cumpridos até o ano de 2015.
Em seu conjunto, o documento estabelece bases indispensáveis para a construção de um mundo melhor, fundado no compromisso coletivo de respeitar e defender os princípios da dignidade humana, em escala mundial.
Dentro deste contexto, destaca-se o sistema de recolhimento de materiais recicláveis, como papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos, que podem ser reutilizados ou reciclados. Ele funciona como um verdadeiro processo de educação ambiental, na medida em que sensibiliza a comunidade sobre os problemas do desperdício de recursos naturais e da poluição causada pelo lixo. Não obstante, o desafio para se encontrar a solução para o manejo sustentável do lixo deve ser fruto também do empenho de cada cidadão, que tem o poder de recusar produtos potencialmente impactantes, separar resíduos, facilitando assim os processos de coleta e reciclagem.
Neste sentido é que instituições civis e governamentais em parceria com o Movimento de Catadores de Materiais Recicláveis de Goiânia, criaram em maio de 2007 o Fórum sobre Coleta Seletiva de Material Reciclável e Inclusão Social. O seu o objetivo é contribuir para a qualidade de vida da sociedade, no que se refere à administração do lixo urbano e, a partir desse ponto, propor modelos de gestão de resíduos que contemplem as questões ambientais e sociais.
A árvore frondosa do Fórum rendeu bons frutos, como a Ação Cidadania para os Catadores de Material Reciclável, que se assemelha à Ação Global do Sesi, no bairro Residencial Senador Albino, onde foram desenvolvidas várias ações importantes, com o apoio do empresariado, nas áreas da saúde, educação, recreação e meio ambiente. Com essa aproximação, houve uma sensibilização para os problemas relacionados às condições de trabalho dos catadores.
Este ano, porém, iniciou-se com uma mudança no campo institucional, que vem causando muitos aborrecimentos. O centro de articulação da prefeitura sobre este assunto passou da Comurg para a Secretaria Municipal de Assistência Social. O secretário Walter Silva solicitou um voto de confiança ao Fórum, no sentido de que a Pasta providenciaria a regularização das cooperativas.
No entanto, até o presente momento pouco foi feito junto às cooperativas de material reciclável.
A prefeitura não está conseguindo consolidar o processo de gestão das cooperativas. E o resultado é que muitas estão fechando e, por conseguinte, trazendo o fantasma do desemprego para as famílias e também a volta dos carrinheiros às ruas.
O catador reclama que está sendo excluído da sua posição de protagonista neste processo. Todos os debates sobre o modo como fazer a coleta seletiva na cidade foram ignorados. A coleta seletiva deveria ser feita pelo catador, através de carrinhos e caminhões. O material levado pela Comurg não é capaz de sustentar os cooperados. Criou assim uma crise nas cooperativas, fazendo com que muitos cooperados voltem aos depósitos e para a rua. A prefeitura tirou os caminhões das cooperativas e associações, tomou os pontos de coleta históricos que as cooperativas e associações já tinham há 2 ou mais anos, excluindo totalmente os catadores da ponta do projeto de coleta seletiva. O caminhão nas mãos da Comurg tem sido incapaz de gerar renda. Criou-se uma situação em que o catador tem que esperar nos galpões o material coletado que não vai vir. Diante disso, o processo de coleta seletiva de Goiânia precisa urgentemente ganhar mais celeridade, racionalidade e comprometimento do Poder Público, sob pena de seu completo estrangulamento, com drásticas consequências sociais e ambientais. Deve-se estruturar as cooperativas, construindo as centrais de triagem prometidas e colocar o catador, que já é capacitado para este trabalho, no centro da coleta com o caminhão.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
FORUM DE COLETA SELETIVA DE MATERIAL RECICLÁVEL E INCLUSÃO SOCIAL FARÁ NOTA DE APOIO AOS CATADORES NA RELAÇÂO COM A SEMAS

